Vi você chegar, acompanhei cada passo teu... Ouvi promessas, juras de amor. Por um tempo te senti em mim, dentro da minha alma... Observei detalhadamente cada sensação causada por você; umas felizes, outras monótonas. Entreguei-me de bandeja. Tentei me adaptar ao seu tempo. Tentei por dias não ser "eu" em algumas circunstâncias, apenas para satisfazê-lo. Pus-me em seu lugar diversas vezes e até tentei ver se o erro estava em mim e de fato estava pois eu esperava tanto de ti que acabava construindo falsas expectativas. Como se não bastasse, ficavas sem argumentos coerentes ao responder perguntas feitas por mim, sobre nós dois. Perguntas em que eu esperava respostas concretas, objetivas, sem meios termos ou omissões. E olha lá, eu, mais uma vez esperando algo de um alguém vazio, um alguém que de afeto não entende nada e que talvez nunca terá esse privilégio de entendê-lo e senti-lo.
Parei de regar as flores daquele jardim... Estanquei por ali e ali pretendo ficar até que as flores murchem e tornem-se pó.
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